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segunda-feira, 5 de março de 2012

A BE e as novas tecnologias

"Porque no habrá uma nueva sociedad, baseada em transformar informácion en conocimiento, sin tecnología, cultura y educación" (1)


Os últimos vinte anos viram nascer gradualmente a utilização de ferramentas tecnológicas que nos trouxeram a possibilidade de chegar ao contacto com o mundo de uma forma muito mais rápida e interactiva no acesso à informação. Os alunos antes de estudantes, são utilizadores dos media. Assim as escolas necessitam de trabalhar as  capacidades de “leitura” da informação. Capacidades que tornem a Biblioteca Escolar um centro criterioso de construção de conteúdos informativos e os possam disponibilizar na construção do currículo por alunos e docentes. Esta questão conduz-nos a relacionar Bibliotecas Escolares, Literacia e Currículo e a trazer algumas ideias/pistas de acção, a saber:
1. As novas competências que promovem o trabalho colaborativo, a capacidade reflexiva e a sua aplicação a diferentes contextos de aprendizagem;
2. As áreas de intervenção de uma experimentação das temáticas que se integram no ensino-aprendizagem; 
3. As Literacias de informação, mas também as digitais que permitam a utilização criteriosa e de uso adequado pelos jovens dos meios tecnológicos; 
4. A gestão da informação que deve ser pensada pela Biblioteca, mas também em todo o Agrupamento, como uma ferramenta e um meio para intervir criticamente;
A Biblioteca Escolar no início do século XXI necessita assim de conhecer os meios que permitam uma nova forma de construir o conhecimento que deverá ser sempre autónomo na sua utilização. 
(1) Antonio Rodriguez de las Heras, in http://www.rodriguezdelasheras.es/

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Começar

"De los diversos instrumentos inventados por el hombre, el más asombroso es el libro; todos los demás son extensions de su cuerpo... Sólo el libro es uma extension de la imaginación y la memória" (Jorge Luís Borges).
Chamei a este blogue de formação em Web 2.o Biblioimagine, no sentido de que a Biblioteca é um espaço de construção, revela-se de algum modo num sentido de divindade, pois concentra perante nós o passado, o presente e o futuro. Ela permite construir a nossa imaginação, ouvindo as vozes que como nós se confrontaram com as inquietações e as dúvidas do Ser.

Mudei no layout para Bibliotech, porque o que aqui iremos tratar é esse diálogo entre memória e conhecimento, experiência e criatividade e aí pareceu-me que conciliava melhor a ideia que tenho do que pode ser a Biblioteca. Este termo como registo não estava disponível, daí a alteração que fiz, em concordância com a imagem que nos transmite o essencial, a capacidade que cada um tem em criar.

Esta é uma formação em Web 2.0, o reino das ferramentas digitais e das suas possibilidades na construção e difusão de informação. Acredito nestas formas novas de nos exprimirmos. Mas é essencial antes de tudo termos a noção que sem a leitura, sem o pensamento, sem a cultura e sem a reflexão nos aspectos simbólicos, a tecnologia, pouco nos servirá. O livro continua a ser a maior criação do espírito humano e um pouco de humildade é nos essencial para sabermos usar criticamente meios fascinantes, mas limitados ao que soubermos pensar.